18 de ago de 2006

O fututo da Distribuição de Moda

2 links = EXTRATASTY - 1 coleção de camisetas com estilo bem urbano e depois o blog da marca com 1 ponto de vista interessante (em inglês), às vezes meio radical, concordo em muitos aspectos com o raciocino e, com minha experiência de 25 anos em varejo do Brasil, misturo um pouco o txt original com o MEU ponto de vista ; )) O texto em tópicos fala:
- O varejo tradicional está morrendo, concordo que passa por uma transformação, mas sem alarde porque, afinal, faz parte da evolução da humanidade vivermos em constante transformação e evolução. O texto original fala sobre os custos do ponto de venda dentro dos grandes complexos comerciais (shopping centers) que comprometem a lucratividade, associados ao custo de combustível, taxas de juros... fazem que o varejo fique estagnado e compromete toda a cadeia têxtil. Corretíssimo e até óbvio;
- Os distribuidores afundam as marcas com eles, acho isso grave e também concordo mas não são todos, é claro. Pressionados a pagarem dívidas anteriores para renovar seus estoques, o próprio distribuidor esconde as marcas fortes ou com sua operação não saudável, comprometem as marcas distribuídas, às vezes estendendo promoções ou usando estoques antigos com preços baixíssimos para atrair consumidores. Eu já presenciei infinitas vezes o distribuidor, na falta de grade ou estoque "saudável" da marca, ele dizer que a marca não esta entregando ou qualquer outra "desculpa" que, com certeza, "planta" no consumidor 1 aspecto negativo. Isso deverá compelir as marcas a supervisionarem com mais atenção seus distribuidores e buscarem novas canais de distribuição, enquanto, os distribuidores terão que rever seus processos buscando alternativas de revitalizarem seus lucros e toda a operação. A estratégia comercial de ambos será revista a cada estação.
- A venda online funciona mas é limitado: tem provado ser bem sucedido em venda itens básicos - camisetas, bolsas, cintos, etc. A matéria diz que a moda "cara" esta fora de cogitação que há um valor limitado que o consumidor aceita pagar, acho que, isto é uma questão de tempo. Concordo que ainda existe a dificuldade de enviar o produto e que o mesmo esteja de acordo com o desejo do cliente (modelagem/ tamanho), o que gera uma tormenta no consumidor. Distribuição online é fantástica para alcançar um mercado internacional, gerando outro canal de renda, mais que isso, acho que através da web, a marca tem absoluto controle de sua imagem, ou seja o link representa o que a marca é, para que veio ou existe, conceito, lifestyle, produto, etc., bem como, está ali disponível para ser conhecida por "todos" os internautas, sem fronteiras de qualquer tipo.
- People Power = pessoas "acionam"pessoas. 1 idéia em desenvolvimento... falando do Brasil em crise à 20 anos, que o dinheiro muda de mãos toda hora, esta alternativa de distribuição feita para o consumidor ao consumidor, nunca passa de uma atividade temporária, não perderia meu tempo em desenvolver uma estrutura para administrar este processo. Claro que natura, avon nasceram e cresceram assim, mas o negócio de cosméticos é bem diferente do têxtil. Ou alguêm, responsável pela estratégia destas empresas poderia estar ensinando o textil como fazer este conceito de distribuição dar certo.
- Pontos de venda alternativos - Bares, salões de beleza, galerias de arte - eles normalmente exibem a arte em suas paredes, o post original sugere que eles poderiam exibir moda. Estes novos canais de venda dariam um frescor e estilo ao negócio (marca) adicionando uma diversidade e "imparidade" à sua imagem. Com certeza, pensar nestes lugares incomuns que pertencem ao "life style" do cliente, só agregariam valor a marca, os custos e estes novos acordos de distribuição, serão incomparavelmente, mais interessantes que as opções convencionais. Em São Paulo encontramos já algumas experiencias neste sentido, que me lembro, há uns cinco anos, em travessas da Av. Paulista,cafés, bares e restaurantes que vendiam, livros, roupas, acessórios, etc. E não esquecendo, a fantástica história da TNG, que começou com a Via Lorenzo à partir do sucesso que obteve na venda de calçados distribuídos num quiosque de concerto de eletrodomésticos, dentro do shopping Matarazzo há mais de 20 anos. Fazem pelo menos 2 anos, que trendwatching destacou em post a associação saudável que começava a existir entre produtos complentares ou ações cooperadas entre marcas fortes, hotel+ marcas de moda, água+ gourmet, etc.

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